O açafrão-das-índias (curcuma longa), também conhecido como cúrcuma, tumeric, açafrão-da-terra, gengibre amarelo ou açafroa, é uma planta derivada da família do gengibre e que apresenta um tom amarelo-alaranjado. Deve o seu tom a três curcuminóides: curcumina-77%, demetoxicurcumina-17% e bidemetoxicurcumina-3%.
Sendo comum o cultivo em países como a Índia, Indonésia, China, Haiti, Jamaica e Filipinas, à muito que se recorre a esta planta para efeitos medicinais nestes mesmos países.
O rizoma é parte da planta que apresenta a curcumina, o composto que confere fim medicinal ao açafrão. A curcumina está presente entre 2% a 5% desta especiaria.
Curiosidade: Na Índia, esta especiaria é consumida diáriamente numa média de 1,5gr a 2,5gr por pessoa. Atualmente, os indianos apresentam dez vezes menos cancro do rim, nove vezes menos cancro do cólon, oito vezes menos cancro dos pulmões e cinco vezes menos cancro da mama.
Estudos recentes indicam que podemos ingerir até cerca de 8 gr sem efeitos colaterais para o organismo. No entanto, a biodisponibilidade celular da curcumina é baixa, por isso, sempre que possivel, devemos ingerir o açafrão-da-índia juntamente com a pimenta preta (Piper nigrum), pois esta especiaria aumenta em cerca de 2000% a biodisponibilidade da curcumina. Por outras palavras, a pimenta preta faz com que a absorção do príncipio ativo (curcumina) consiga penetrar e ser absorvido pelo nosso organismo com mais eficácia.
Entre as doenças cujo o recurso ao açafrão-das-índias apresenta bastantes benefícios encontra-se o cancro, diabetes mellitus tipo II, esclerose múltipla, alzheimer, depressão, doença de Crohn, colite ulcerativa, psoríase, dermatites, artrite reumatóide, entre outras. Poderá, também, ser usado como fitoquímico preventivo de diversas patologias.
Antes de avançar com mais profundidade para a abordagem dos mecanismos internos, é importante reter as propriedades gerais deste condimento, ele é: anti-inflamatório, analgésico, anti-bacteriano, anti-tumural, anti-oxidante, anti-séptico, anti-espasmódico, adstringente, carminativo (redução dos gases intestinais), colagogo (estimula a contração da vesícula biliar, por forma a provocar a saída da bílis para o duodeno), digestivo, diurético e estimulante.
Pessoalmente, aconselho muitos dos meus pacientes a recorrerm à toma do suplemento alimentar de açafrão-das-índias pelas suas - e na minha perspectiva as mais interventivas - acções anti-inflamatória e anti-tumural.
A curto prazo as inflamações são importantes para o nosso organismo. Elas ajudam o corpo a combater agentes patogénicos e a reparar danos nos tecidos. Porém, quando as mesmas se tornam crónicas, tornam-se também prejudiciais.
Estudos científicos mostraram que a curcumina inibe um agente inflamatório celular chamado NF-κB, que tem sido associado ao cancro e a doenças auto-imunes e inflamatórias.
Dos vários tipos de cancro, a maioria é afetada pelos suplementos da curcumina com impacto desfavorável no desenvolvimento do cancro. Estudos revelam que o açafrão pode reduzir a angiogénese tumural
Para além das propriedades acima descritas, o açafrão-das-índias apresenta também propriedades de reforço do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF - Brain-Derived Neurotrophic Factor) que é uma proteína endógena
responsável por regular a sobrevivência neuronal e a plasticidade sináptica do
sistema nervoso periférico e central. A curcumina presente no açafrão leva ao aumento do BDNF, e por isso atrasa e pode até reverter doenças do cérebro.
Para além de todas as intervenções orgânicas acima descritas, o açafrão é também altamente antioxidante. A oxidação causa imensos danos no nosso organismo e acelera o envelhecimento.
Os radicais livres, são moléculas reativas com electrões desemparelhados, que em quantidades normais são benéficas para o nosso organismo. No entanto, devido ao nosso dia-a-dia, stress, poluição, tabaco, etc. geralmente produzimos radicais livres em excesso, e este por conseguinte prejudicam o nosso organismo e aceleram o envelhecimento e geram/aumentam a probabilidade de doenças. A curcumina inativa os radicais livres devido à sua estrutura química e aumenta a atividade antioxidante das enzimas (glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase), por isso está intimamente ligada ao atraso do envelhecimento e combate de doenças crónicas relacionadas com a idade.
Passando para outro tópico tão importante como o das ações/indicações, é importante referir as contra-indicações da toma do açafrão-das-índias. A FDA (Food and Drug Administration) classifica como GRAS (de modo geral reconhecido como seguro), o que significa que não apresenta grandes riscos para a saúde. Porém, pessoas que apresentam sensibilidade a especiarias deste tipo poderão apresentar reações alérgicas como dermatite de contato devido à exposição deste condimento na pele e couro cabeludo. Mulheres grávidas e a amamentar também deverão de se aconselhar primeiramente com um terapeuta, assim como indivíduos com cálculos biliares.
Formas de ingestão/aplicação:
* Cápsulas de 450mg - 2x ao dia;
* Misturar um saco de açafrão-da-índia com meio saco de pimenta preta e dissolver em azeite. Coloque em saladas, sopas, temperos, carnes, feijão, arroz, etc.;
* Chá da longevidade: originário na ilha do Japão, Okinawa, que apresenta uma das maiores esperanças de vida do mundo. Ferva quatro copos de água, adicione uma colher de açafrão-das-índias moído, e deixe ferver em lume brando por 10 minutos. Coe e acrescente um pouco de gengibre fresco (uma rodela pequena com meio centímetro de altura) e/ou uma colher de mel puro.
Antes de iniciar a toma deste suplemento alimentar deverá consultar o seu terapeuta.


Bibliografia:
http://www.fda.gov/food/IngredientspackagingLabeling/GRAS/
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21669872
Hanai H, T Iida, Takeuchi K, et al “Curcumin terapia de manutenção para a colite ulcerosa: ensaio randomizado, multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado”
Para além de todas as intervenções orgânicas acima descritas, o açafrão é também altamente antioxidante. A oxidação causa imensos danos no nosso organismo e acelera o envelhecimento.
Os radicais livres, são moléculas reativas com electrões desemparelhados, que em quantidades normais são benéficas para o nosso organismo. No entanto, devido ao nosso dia-a-dia, stress, poluição, tabaco, etc. geralmente produzimos radicais livres em excesso, e este por conseguinte prejudicam o nosso organismo e aceleram o envelhecimento e geram/aumentam a probabilidade de doenças. A curcumina inativa os radicais livres devido à sua estrutura química e aumenta a atividade antioxidante das enzimas (glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase), por isso está intimamente ligada ao atraso do envelhecimento e combate de doenças crónicas relacionadas com a idade.
Passando para outro tópico tão importante como o das ações/indicações, é importante referir as contra-indicações da toma do açafrão-das-índias. A FDA (Food and Drug Administration) classifica como GRAS (de modo geral reconhecido como seguro), o que significa que não apresenta grandes riscos para a saúde. Porém, pessoas que apresentam sensibilidade a especiarias deste tipo poderão apresentar reações alérgicas como dermatite de contato devido à exposição deste condimento na pele e couro cabeludo. Mulheres grávidas e a amamentar também deverão de se aconselhar primeiramente com um terapeuta, assim como indivíduos com cálculos biliares.
Formas de ingestão/aplicação:
* Cápsulas de 450mg - 2x ao dia;
* Misturar um saco de açafrão-da-índia com meio saco de pimenta preta e dissolver em azeite. Coloque em saladas, sopas, temperos, carnes, feijão, arroz, etc.;
* Chá da longevidade: originário na ilha do Japão, Okinawa, que apresenta uma das maiores esperanças de vida do mundo. Ferva quatro copos de água, adicione uma colher de açafrão-das-índias moído, e deixe ferver em lume brando por 10 minutos. Coe e acrescente um pouco de gengibre fresco (uma rodela pequena com meio centímetro de altura) e/ou uma colher de mel puro.
Antes de iniciar a toma deste suplemento alimentar deverá consultar o seu terapeuta.

Bibliografia:
http://www.fda.gov/food/IngredientspackagingLabeling/GRAS/
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21669872
Hanai H, T Iida, Takeuchi K, et al “Curcumin terapia de manutenção para a colite ulcerosa: ensaio randomizado, multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado”



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