sábado, 13 de setembro de 2014

A Psoríase na vertente da MTC

A Psoríase é uma doença inflamatória da pele, crónica, benigna,  relacionada com a transmissão genética e de etiologia desconhecida. Sabemos que atinge ambos os sexos e pode-se manifestar em qualquer idade, no entanto a fase  de manifestação acentuada, geralmente, é entre os 20 e os 40 anos, em pessoas de raça branca.

Historicamente, a psoríase (do grego psoriasis = erupção sarnenta) já era conhecida desde os tempos mais remotos, existindo a sua descrição e tratamento no Papiro de Ebers, em 1550 a.C.. 

Curiosidade:
"O Papiro Ebers é um dos tratados médicos mais antigos e importantes que se conhece. Foi escrito no Antigo Egito e é datado de aproximadamente 1550 a.C.
Atualmente o papiro está em exibição na biblioteca da Universidade de Leipzig e foi baptizado em homenagem ao monge alemão Georg Ebers, que os adquiriu em 1873.
O papiro contém mais de 700 fórmulas mágicas e remédios populares além de uma descrição precisa do sistema circulatório." Wikipédia

Hipócrates utilizou as palavras psora (em grego, prurido) e lepra para descrever lesões de aspecto semelhante ao que hoje se denomina psoríase.
Robert Willan (1757-1812), médico inglês, foi o primeiro a descrever clinicamente a psoríase. Ele distinguiu a psoríase da lepra e subdividiu em dois tipos, atribuindo nomenclaturas confusas: lepra graecorum e psora leprosa.
Foi em 1841 que Ferdinand Hebra, um dermatologista vienense, descreveu o quadro clínico da psoríase tal como nós conhecemos hoje.



Atualmente, e segundo as estatísticas, esta doença afeta cerca de 3% da população mundial e 5% da população europeia. É menos frequente nas regiões tropicais e subtropicais, rara em negróides da África Ocidental e em afro-americanos, e praticamente inexistente em indígenas da América do Norte e do Sul.

Á luz da Medicina ocidental (alopática), a causa da psoríase continua desconhecida. Porém, sabe-se que 30% dos portadores de psoríase apresentam antecedentes familiares, e que alguns dos antigénios humanos de histocompatibilidade leucocitária estão relacionados.

Existem factores que podem desencadear ou exacerbar a psoríase, tais como: traumas, infecções, drogas (lítio, beta-bloqueadores, anti-maláricos...), fatores emocionais (em 70% dos casos), outros (tabagismo, abuso de álcool, obesidade, distúrbios endócrinos, dieta irregular e variações climáticas - inverno).

São várias as apresentações clínicas da psoríase, podendo as manifestações diferenciarem o tipo em questão. A psoríase poderá ser em placas,  inversa,  pustulosa, em gotas,  eritrodérmica, ungueal, do couro cabeludo e artropática.

A Medicina Tradicional Chinesa (MTC) trata a psoríase (um desequilíbrio YANG) à mais de 2000 anos e nunca classificou a psoríase como lepra ou doença contagiosa. A MTC tem em consideração os padrões de desequilibro do doente, sendo que a estagnação de Qi (Chi) e de Xuè (Sangue) apresenta-se como o padrão principal da psoríase. Os órgãos (ZANG-FU) que primeiramente entram em desarmonia serão o Rim e o Fígado, sendo que o Baço e o Pulmão são igualmente atingidos.
Ao contrário da medicina ocidental (alopática), a MTC apresenta uma taxa elevada de tratamento nesta patologia, cerca de 40% dos casos ficam curados, e a maioria dos restantes, apresentam melhorias significativas.

A MTC recorre à acupuntura, à farmacopeia chinesa, à auriculoterapia e à nutrição e dietética chinesa (nutrição energética) para o tratamento da psoríase. Os portadores de psoríase devem de evitar a ingestão de pimentas, as gorduras, os fritos, e os doces que originam calor-humidade (terminologia técnica da MTC) e que desequilibram o Baço, o Estômago e o Fígado. Além disso devem de ter em atenção a pouca ingestão de carne de porco, ananás, lacticínios e citrinos.

Caso o fator emocional esteja presente no doente, o trabalho com o psicólogo é essencial. O impacto é consideravelmente negativo no bem-estar físico e psicossocial do doente. A estigmatização com base na aparência corrobora para a alta taxa de depressão nestes doentes, sendo que mais de 5% tentaram o suicídio.

A intervenção deverá ser o mais precoce possível. Na minha prática clínica, geralmente, realizo um trabalho multidisciplinar, juntamente com outros profissionais de saúde. A intervenção do terapeuta de MTC, do dermatologista e por vezes do psicólogo é essencial para a obtenção de excelentes resultados. A haloterapia, é uma terapia que se apresenta como uma mais-valia durante o tratamento da psoríase, e por isso deve ser tida em conta.

A psoríase tem tratamento!
A medicina não é linear. A natureza não é linear.


terça-feira, 19 de agosto de 2014

SOL q.b.

É impressionante os danos que o sol provoca numa pele não protegida!

Canso-me de alertar os meus pacientes para os danos que o sol consegue provocar na pele.
O sol é fabuloso, é óptimo para nós, para o nosso corpo, para a nossa mente (Vit D) mas é necessária muita precaução quando estamos expostos.
São inúmeras as pessoas que recorrem anualmente à consulta de Estética Avançada para tentar reverter danos causados pelo sol. Rugas, distúrbios de hiperpigmentação, cicatrizes provocadas por queimaduras solares, sensibilidade, fotoenvelhecimento, e por aí em diante. É verdade que muitas vezes conseguimos resultados muito bons e reverter em parte o dano/agressão. No entanto, é impossível reverter na totalidade todos danos.


sábado, 9 de agosto de 2014

Haloterapia e Medicina Tradicional Chinesa, quais as vantagens?

Como sabem, eu gosto de conciliar terapias sempre que o paciente saia beneficiado. A medicina atual, deixou de ser realizada de forma independente e unicista, para passar a ser um trabalho em equipa e mais complexo.

A união de duas terapias, como é o caso da Medicina Tradicional Chinesa e da Haloterapia, acarreta um aumento exponencial de benefícios para o tratamento de determinadas patologias.

Primeiramente vamos perceber o que é a haloterapia ou terapia do sal:
Fotografia gentilmente cedida pelo Centro de Haloterapia de Aveiro
Trata-se da inalação de partículas de sal em proporções micrométricas (0.1-2.5) proporcionada por um halogerador que reduz (mói) o cloreto de sódio farmacológico . Sendo as sessões terapêuticas realizadas dentro de uma câmara de sal, o ambiente recriado é o das grutas de sal subterrâneas (espeleoterapia). 
A câmara de sal é completamente revestida a sal de mina, nomeadamente as paredes, o chão e o teto. No entanto, o fator curativo deste microclima é a saturação do mesmo realizada por intermédio de aerossóis carregados negativamente por iões de sal e que possibilitam um tratamento mais eficaz do que a original espeleoterapia.


Fotografia gentilmente cedida pelo Centro de Haloterapia de Aveiro

A Haloterapia atua ao nível respiratório, dermatológico e psicológico. Estando comprovada cientificamente para limpar o muco das vias aéreas, eliminando assim a obstrução do fluxo de ar; melhorar o mecanismo de transporte mucociliar tanto em indivíduos asmáticos como saudáveis; equilibrar líquidos da superfície das vias aéreas; proporcionar efeitos anti-inflamatórios e bactericidas; reduzir a hiper-responsividade brônquica; melhorar a função do pulmão; ajudar a limpar indesejáveis partículas inaladas pelos pulmões; e como um tratamento livre de drogas para asma, bronquite, sinusite e fibrose cística.


Fotografia gentilmente cedida pelo Centro de Haloterapia de Aveiro
A Medicina Tradicional Chinesa aparece neste contexto como um eficiente tratamento complementar para afecções que comprometem as vias respiratórias. 
Nestes casos, pode ter como efeito a redução de secreções, diminuição da irritação nasal, desobstrução das vias aéreas, diminuição da falta de ar e melhora do sistema imunológico minimizando reações alérgicas. Poderá recorrer a ambas as terapias em fase preventiva, aguda ou crónica.

Cada vez mais indicada como técnica terapêutica, a Medicina Tradicional Chinesa tem ganho espaço na Medicina Ocidental frente à constatação da sua eficácia. Sabe-se que muitos dos problemas respiratórios podem estar relacionados à parte emocional e é aí também que a Medicina Tradicional Chinesa é um diferencial nestes tratamentos, agindo positivamente nas doenças que apresentam estas características. 

Poderão recorrer à haloterapia bebés a partir dos 6 meses de idade e à medicina tradicional chinesa (MTC) desde o primeiro dia de vida. [Nada de medos, a MTC nem sempre recorre à acupuntura para o tratamento destas patologias em crianças e bebés. Poderá ser realizada massagem Tui-Na com acupressão e/ou aplicação de esferas magnéticas nos pontos de acupuntura.]



 

Ao recorrer a ambas as terapias, nomeadamente à haloterapia e à MTC (Medicina Tradicional Chinesa), os resultados serão muito mais eficazes do que apenas a escolha de uma das terapias.
 

Onde posso fazer haloterapia e acupuntura?
Poderá recorrer à haloterapia e às minhas consultas de MTC no Centro de Haloterapia de Aveiro.

E não se esqueça que mais do que tratar, deverá prevenir. Seja consciente!




quinta-feira, 17 de julho de 2014

Açafrão-das-índias, condimento para a sua saúde!

O açafrão-das-índias (curcuma longa), também conhecido como cúrcuma, tumeric, açafrão-da-terra, gengibre amarelo ou açafroa, é uma planta derivada da família do gengibre e que apresenta um tom amarelo-alaranjado.  Deve o seu tom a três curcuminóides: curcumina-77%, demetoxicurcumina-17% e bidemetoxicurcumina-3%.
Sendo comum o cultivo em países como a Índia, Indonésia, China, Haiti, Jamaica e Filipinas, à muito que se recorre a esta planta para efeitos medicinais nestes mesmos países.
O rizoma é parte da planta que apresenta a curcumina, o composto que confere fim medicinal ao açafrão. A curcumina está presente entre 2% a 5% desta especiaria.


Curiosidade: Na Índia, esta especiaria é consumida diáriamente numa média de 1,5gr a 2,5gr por pessoa. Atualmente, os indianos apresentam dez vezes menos cancro do rim, nove vezes menos cancro do cólon, oito vezes menos cancro dos pulmões e cinco vezes menos cancro da mama.

Estudos recentes indicam que podemos ingerir até cerca de 8 gr sem efeitos colaterais para o organismo. No entanto, a biodisponibilidade celular da curcumina é baixa, por isso, sempre que possivel, devemos ingerir o açafrão-da-índia juntamente com a pimenta preta (Piper nigrum), pois esta especiaria aumenta em cerca de 2000% a biodisponibilidade da curcumina. Por outras palavras, a pimenta preta faz com que a absorção do príncipio ativo (curcumina) consiga penetrar e ser absorvido pelo nosso organismo com mais eficácia.

Entre as doenças cujo o recurso ao açafrão-das-índias apresenta bastantes benefícios encontra-se o cancro, diabetes mellitus tipo II, esclerose múltipla, alzheimer, depressão, doença de Crohn, colite ulcerativa, psoríase, dermatites, artrite reumatóide, entre outras. Poderá, também, ser usado como fitoquímico preventivo de diversas patologias.

Antes de avançar com mais profundidade para a abordagem dos mecanismos internos, é importante reter as propriedades gerais deste condimento, ele é: anti-inflamatório, analgésico, anti-bacteriano, anti-tumural, anti-oxidante, anti-séptico, anti-espasmódico, adstringente, carminativo (redução dos gases intestinais), colagogo (estimula a contração da vesícula biliar, por forma a provocar a saída da bílis para o duodeno), digestivo, diurético e estimulante.

Pessoalmente, aconselho muitos dos meus pacientes a recorrerm à toma do suplemento alimentar de açafrão-das-índias pelas suas - e na minha perspectiva as mais interventivas - acções anti-inflamatória e anti-tumural. 
A curto prazo as inflamações são importantes para o nosso organismo. Elas ajudam o corpo a combater agentes patogénicos e a reparar danos nos tecidos. Porém, quando as mesmas se tornam crónicas, tornam-se também prejudiciais. 
Estudos científicos mostraram que a curcumina inibe um agente inflamatório celular chamado NF-κB, que tem sido associado ao cancro e a doenças auto-imunes e inflamatórias. 

Dos vários tipos de cancro, a maioria é afetada pelos suplementos da curcumina com impacto desfavorável no desenvolvimento do cancro. Estudos revelam que o açafrão pode reduzir a angiogénese tumural

Para além das propriedades acima descritas, o açafrão-das-índias apresenta também propriedades de reforço do fator neurotrófico derivado do cérebro (BDNF - Brain-Derived Neurotrophic Factor) que é uma proteína endógena responsável por regular a sobrevivência neuronal e a plasticidade sináptica do sistema nervoso periférico e central. A curcumina presente no açafrão leva ao aumento do BDNF, e por isso atrasa e pode até reverter doenças do cérebro. 

Para além de todas as intervenções orgânicas acima descritas, o açafrão é também altamente antioxidante. A oxidação causa imensos danos no nosso organismo e acelera o envelhecimento. 
Os radicais livres, são moléculas reativas com electrões desemparelhados, que em quantidades normais são benéficas para o nosso organismo. No entanto, devido ao nosso dia-a-dia, stress, poluição, tabaco, etc. geralmente produzimos radicais livres em excesso, e este por conseguinte prejudicam o nosso organismo e aceleram o envelhecimento e geram/aumentam a probabilidade de doenças. A curcumina inativa os radicais livres devido à sua estrutura química e aumenta a atividade antioxidante das enzimas (glutationa peroxidase, catalase e superóxido dismutase), por isso está intimamente ligada ao atraso do envelhecimento e combate de doenças crónicas relacionadas com a idade.  

Passando para outro tópico tão importante como o das ações/indicações, é importante  referir as contra-indicações da toma do açafrão-das-índias. A FDA (Food and Drug Administration) classifica como GRAS (de modo geral reconhecido como seguro), o que significa que não apresenta grandes riscos para a saúde. Porém, pessoas que apresentam sensibilidade a especiarias deste tipo poderão apresentar reações alérgicas como dermatite de contato devido à exposição deste condimento na pele e couro cabeludo. Mulheres grávidas e a amamentar também deverão de se aconselhar primeiramente com um terapeuta, assim como indivíduos com cálculos biliares.

Formas de ingestão/aplicação:

* Cápsulas de 450mg - 2x ao dia;
* Misturar um saco de açafrão-da-índia com meio saco de pimenta preta e dissolver em azeite. Coloque em saladas, sopas, temperos, carnes, feijão, arroz, etc.;
* Chá da longevidade: originário na ilha do Japão, Okinawa, que apresenta uma das maiores esperanças de vida do mundo. Ferva quatro copos de água, adicione uma colher de açafrão-das-índias moído, e deixe ferver em lume brando por 10 minutos. Coe e acrescente um pouco de gengibre fresco (uma rodela pequena com meio centímetro de altura) e/ou uma colher de mel puro.
 
Antes de iniciar a toma deste suplemento alimentar deverá consultar o seu terapeuta.











Bibliografia:
http://www.fda.gov/food/IngredientspackagingLabeling/GRAS/
http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/21669872
Hanai H, T Iida, Takeuchi K, et al “Curcumin terapia de manutenção para a colite ulcerosa: ensaio randomizado, multicêntrico, duplo-cego, placebo-controlado”






segunda-feira, 14 de julho de 2014

Acupuntura e Hipnose para emagrecer

É mais do que certo que a acupuntura ajuda no tratamento de emagrecimento, no entanto quando conciliada com a técnica da hipnose os resultados poderão apresentar progressos mais rápidos.

Deixo o link de uma pequena reportagem apresentada hoje na TVI:

http://www.tvi24.iol.pt/videos/video/14166738/1





Pode realizar estes dois tratamentos em:

 CCClínica - Oliveira de Azeméis
www.ccclinica.com