A doença de
Horton, também conhecida como arterite temporal ou arterite das células grandes
(arterite: inflamação das paredes das artérias, normalmente por ocorrência
de infecção ou como se sucedendo a uma resposta auto-imune).
Geralmente é
uma doença abrangida pela faixa etária dos 50 a 60 anos e com maior incidência no
norte-europeu. Apresenta uma proporção de 20/100.000 indivíduos com idade
superior a 50 anos.
A
sintomatologia é caracterizada por abundantes cefaléias, febre, algia muscular
(principalmente em zonas como os ombros e ancas – polimialgia reumática)
dor nos maxilares e algia articular. As algias em questão são bastante intensas
e intratáveis com analgésicos e anti-inflamatórios comuns. Poderá levar o
doente à exaustão, por falta de descanso e dificuldade em dormir.
Se a arterite
temporal (AT) influenciar o normal fluxo de sangue para o olho, pode ocorrer uma
lesão ocular grave (trombose ou embolia da
artéria retiniana, nevrite óptica). Assim sendo, o afectado por
esta patologia deverá consultar o seu médico rapidamente aquando sintomas como
visão turva, visão dupla ou qualquer deturpação visual.
Para além da
perda de visão, a AT pode ter outras complicações, tais como acidentes
vasculares cerebrais isquémicos e aneurismas aórticos torácicos e abdominais.
Para poder
diagnosticar a doença, será feita uma biópsia da artéria temporal, cujo
procedimento se trata de extrair uma porção mínima da artéria, para mais tarde
fazer uma examinação microscópica.
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O que transcorre
neste tipo de patologia é a presença de uma vasculite (inflamação num vaso
sanguíneo) que afecta artérias grandes irrigantes da cabeça e do pescoço,
em especial a artéria temporal.
Apesar de ser
uma patologia rara, é o tipo de vasculite mais frequente em Portugal.
Por: Catarina Correia
Fontes:
Óptima publicação... :)
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