quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

Doença de Horton



A doença de Horton, também conhecida como arterite temporal ou arterite das células grandes (arterite: inflamação das paredes das artérias, normalmente por ocorrência de infecção ou como se sucedendo a uma resposta auto-imune).

Geralmente é uma doença abrangida pela faixa etária dos 50 a 60 anos e com maior incidência no norte-europeu. Apresenta uma proporção de 20/100.000 indivíduos com idade superior a 50 anos.

A sintomatologia é caracterizada por abundantes cefaléias, febre, algia muscular (principalmente em zonas como os ombros e ancas – polimialgia reumática) dor nos maxilares e algia articular. As algias em questão são bastante intensas e intratáveis com analgésicos e anti-inflamatórios comuns. Poderá levar o doente à exaustão, por falta de descanso e dificuldade em dormir.

Se a arterite temporal (AT) influenciar o normal fluxo de sangue para o olho, pode ocorrer uma lesão ocular grave (trombose ou embolia da artéria retiniana, nevrite óptica). Assim sendo, o afectado por esta patologia deverá consultar o seu médico rapidamente aquando sintomas como visão turva, visão dupla ou qualquer deturpação visual. 

Para além da perda de visão, a AT pode ter outras complicações, tais como acidentes vasculares cerebrais isquémicos e aneurismas aórticos torácicos e abdominais.

Para poder diagnosticar a doença, será feita uma biópsia da artéria temporal, cujo procedimento se trata de extrair uma porção mínima da artéria, para mais tarde fazer uma examinação microscópica.  
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O que transcorre neste tipo de patologia é a presença de uma vasculite (inflamação num vaso sanguíneo) que afecta artérias grandes irrigantes da cabeça e do pescoço, em especial a artéria temporal.

Apesar de ser uma patologia rara, é o tipo de vasculite mais frequente em Portugal. 











Por: Catarina Correia










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